COMO CONSEGUIR SUBSTRATOS PARA O SEU BIODIGESTOR

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Como um biodigestor pode resolver ao mesmo tempo, problemas de saneamento, crise do setor energético e crise ambiental? Você sabe o que é crédito de carbono? Quais países podem apostar em biodigestores? Onde e como se especializar para realizar empreendimentos sustentáveis na gestão e gerenciamento de resíduos?

Embora todos saibamos que o consumo é a causa dos problemas ambientais, quase ninguém consegue mudar seus hábitos neste sentido. Mesmo com intensos e contínuos debates sobre os impactos dos resíduos descartados de forma errada, poucos fazem sua parte. 

Há claramente, um jogo de “empurra”, um círculo de terceirização da responsabilidade sobre os rejeitos do consumo. Sociedade culpa gestores, gestores culpam empresas, empresas culpam sociedade. Um ciclo vicioso, onde todo mundo cobra todo mundo.

Mas ao invés de buscar todos, disciplina no conceito de reduzir o consumo, reutilizar, reciclar, espera-se um tipo de milagre. Sim, querem uma solução pronta e mágica. Todos conhecemos o ditado: “Quer bem feito? Faça você mesmo!”

Isto é transformador! Se cada um tomar a responsabilidade para si, romperemos este “círculo vicioso” de terceirização de culpa. Mas enquanto trabalhamos para que o consumo se torne consciente, precisamos dar soluções aos problemas que nossa indisciplina causa. Afinal, o problema é nosso! 

Todos produzimos lixo, se não conseguimos evitar isso, precisamos amortizar os impactos. É o mínimo que devemos procurar fazer, para garantir nossa existência neste planeta.

Como um biodigestor pode resolver ao mesmo tempo, problemas de saneamento, crise do setor energético e crise ambiental?

Parece loucura, mas é real. A implantação de biodigestores pode resolver todos estes problemas e ainda gerar renda, alta renda! Veja bem, no Brasil 50% do lixo produzido é orgânico. Este resíduo, vai sempre parar nos lixões, na natureza, contaminando o solo e a água. 

Isto sem pôr nesta conta os gases que a decomposição desses resíduos gera. É aqui que está o ouro do resíduo orgânico: Os gazes que ele gera, podem ser utilizados para vários fins. Estes resíduos são sinônimo de lucro, seja na compostagem, ou no processamento através de biodigestores. Veja a imagem abaixo:

Enquanto governos contratam energia térmica gerada por incineradores de resíduos sólidos, para suprir a demanda de energia, desperdiçam resíduos orgânicos. Vamos agora imaginar a seguinte situação:

Se ao invés de investir em energia hidrelétrica, caríssima e oscilante, energia térmica de incineradores, os gestores investissem em biodigestores? Tente calcular, 

o desenvolvimento integrado que seria alavancado. Biodigestores processando os resíduos orgânicos, reduz em 50% o lixo que chega aos aterros. 

Reduzindo na metade os rejeitos, aumenta-se a vida útil dos aterros sanitários. Com a mega produção de resíduos orgânicos que temos, teríamos através dos biodigestores, energia limpa, a baixo custo. Para a viabilização do biodigestor e seu funcionamento, teríamos inúmeros empregos gerados, direta e indiretamente. 

Simultaneamente, o Brasil seria um grande beneficiário dos créditos de carbono!

Você sabe o que é crédito de carbono?

Uma coisa eu garanto: se gestores públicos que não tinham esta informação, não têm mais como justificar a ignorância. Portanto, vai aqui mais um motivo para trocar a idéia de incineradores por reciclagem e biodigestores. 

Crédito de Carbono pode ser entendido como a representação de uma tonelada de carbono que não foi emitida na atmosfera. Ou seja, é um ativo pautado em um cálculo de redução de impactos ambientais, que tem como objetivo a diminuição da emissão do CO2.

Embora esse seja um conceito que vem ganhando destaque nos últimos anos, o seu surgimento é relativamente antigo. Este conceito faz parte das propostas e estratégias para minimizar os impactos ambientais causados pela emissão de gases poluentes. 

Esta estratégia foi desenvolvida dentro dos acordos e pactos ambientais internacionais em 1997, a partir do protocolo de Kyoto. Um dos acordos mais famosos, resultado da Convenção das Nações Unidas no combate às mudanças climáticas. 

Dentro do que diz o protocolo, países e empresas devem buscar maneiras sustentáveis de produção e crescimento. Para estimular o setor privado a investir na sustentabilidade, criou-se o Comércio de Emissões, a Implementação Conjunta e os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). O crédito passou a ser emitido e mensurado pelo MDL.

Como funciona este mercado?

Basicamente, uma empresa paga pelo direito de emitir gases que provocam o efeito estufa. Como assim? Empresas que são altamente poluentes, ou países que emitem muitos gases poluentes, pagam para quem reduz esta emissão. Vou lhe explicar melhor.  

Por exemplo: Seu município tem várias empresas que recebem incentivos para processar os resíduos orgânicos produzidos na localidade.  Estas empresas instalam biodigestores e recolhem tudo que é produzido nos domicílios e de grandes geradores para alimentar o processador anaeróbio.

A cada tonelada de resíduo processado, é calculado o valor de recebimento. O preço é determinado pela lógica da oferta e da procura. Em momentos de escassez, o preço sobe.

O recebedor desse dinheiro, em tese, investe o valor em fontes de energia renováveis. As transações podem ser feitas entre empresas ou países. 

O Brasil é um dos países com maior potencial para lucrar com créditos de carbono no mundo. Inclusive em março deste ano, dia 27 para ser mais preciso, estreou o primeiro fundo de investimentos em crédito de carbono do Brasil. 

Daí a pergunta: Pra quê incinerar? Quantos benefícios a mais são alcançados com soluções realmente sustentáveis?

Quais países podem apostar em biodigestores e como conseguir substratos para alimentar este processo?

Todos! Principalmente países como o Brasil, Angola, Moçambique e Portugal . Nestas localidades, como em muitas outras do mundo, o setor está pedindo para ser explorado.No caso o Brasil, é um dos maiores geradores de resíduos orgânicos do mundo! 

Se estes resíduos fossem submetidos a tratamento, as emissões seriam o equivalente à retirada de sete milhões de automóveis das ruas, por ano.

Além dos resíduos gerados em domicílios e empresas do setor de alimentos, temos o agronegócio. Este por sua vez, grande gerador de resíduos orgânicos como esterco de rebanhos, riquíssimos em gás metano, por exemplo. Sem falar nos resíduos de frigoríficos e abatedouros. 

Todos estes resíduos são substratos para biodigestores. Como a produção deste tipo de resíduos é constante, basta organizar a logística, que matéria-prima tem de sobra. 

Percebe o quanto de dinheiro se perde quando os caminhos para solucionar impactos ambientais não são realmente analisados em seus custos e benefícios? 

Se os governos de todas as esferas apostarem em políticas públicas que incentivem soluções realmente sustentáveis, o retorno é quase incalculável. Afinal, somente empreendimentos sustentáveis são capazes de  gerar uma cadeia produtiva integrada.

Este é o caminho mais sensato para retomar o crescimento no pós-pandemia, agregando tanto na economia, no social e principalmente na redução de impactos ambientais. E claro, significa também economia de recursos públicos. Para isso, precisamos de uma verdadeira massa de profissionais ambientais críticos e empreendedores.

Onde e como se especializar para realizar empreendimentos sustentáveis na gestão e gerenciamento de resíduos?

Se você quer ser um profissional de gerenciamento de resíduos sólidos com visão empreendedora, vou lhe revelar um segredo; Você sabia que isto é possível mesmo sem você ser formado em engenharia ou outra área? 

Pois mesmo que não tenha curso superior ou ensino médio completo, você pode ser este grande profissional. 

O Virapuru Training Center é a única instituição que qualifica profissionais da área ambiental para desenvolver com visão estratégica negócios sustentáveis. 

Com o treinamento PIGRS, você poderá atuar no mercado de tratamento de resíduos orgânicos. Vai entender e saber de mensurar, por exemplo, uma usina de biogás. Vai obter também o conhecimento de gerenciamento de resíduos de grandes geradores.

Através do treinamento para especialização em negócios com biodigestores,  o Virapuru coloca no mercado profissionais que conseguem dimensionar soluções sustentáveis. Isto para qualquer tamanho de projeto e qualquer tipo de cliente, gerador de resíduos ou necessitado de soluções em energia.   

Nos países desenvolvidos,  os profissionais deste mercado sabem como viabilizar tecnicamente e economicamente esses projetos. Com o treinamento  profissional internacional em gerenciamento de resíduos sólidos,  nossos alunos estudam as soluções globais para este mercado e conseguem trabalhar em qualquer país do mundo.

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