COMO O AGRONEGÓCIO DESTRÓI NOSSAS FLORESTAS

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Sabe-se que o Agronegócio destrói nossas florestas. Isso porquê o agronegócio é o principal responsável pela maior parte dos desmatamentos e queimadas. A saber, o papel central da monocultura da soja, que implica o cultivo da sementes transgênicas. Além disso, a agropecuária está ligada diretamente ao cultivo da soja transgênica. Vamos entender como essa relação se dá.

Portanto, para falarmos dos impactos ambientais dos sistemas produtivos, devemos tocar na tecla dos hábitos de consumo. Uma vez que toda atividade humana gera resíduos, algumas mais, outras menos. Os produtos que escolhemos consumir, vão impactar diretamente na demanda por estes produtos. Consequentemente, devemos analisar não somente os resíduos gerados no pós-consumo, mas também, como se dão os processos produtivos dos produtos que adquirimos.

Nesse sentido, há atividades que além de gerar resíduos no pós-consumo, também causam prejuízos socioambientais e à saúde públicana, devido à sua forma de manejo . Como é o caso do agronegócio, mais especificamente, no caso da agropecuária. Que ocupa um dos primeiros lugares no ranking do PIB brasileiro.

No que diz respeitos aos impactos ambientais que envolvem a produção agropecuária, devemos ressaltar alguns aspectos cruciais. Sabemos que os dejetos dos rebanhos agro pastoris emitem gases do efeito estufa, além de causarem contaminação do solo e das águas. Porém, os impactos, não param por aí. Há ainda a questão de como se dá a produção em si. Ou seja, esta atividade do agronegócio encontra-se profundamente ligada ao desmatamento. Ainda que verifiquemos uma certa negação quanto a admitir esta relação, mais do que íntima, entre desmatamento e agropecuária.

Agropecuária: atividade do agronegócio, que associadas ao cultivo de soja transgênica, gera imensos impactos ambientais, como o desmatamento.

Porque o agronegócio é o responsável pela maior parte dos desmatamentos e queimadas?

Apesar da inegável relação entre agropecuária e desmatamente, infelizmente, na maioria das vezes, fecham-se os olhos para está prática. Isso, por conta, principalmente, dos grandes lucros gerados por este setor. Melhor dizendo: O dinheiro que o setor gera tem altíssimo custo!

Somente na região da Amazônia brasileira, cerca de 437 mil quilômetros quadrados de floresta tropical foram derrubados, nos últimos 30 anos. Parte  dessa terra desmatada é ocupada por pastagens e rebanhos de gado. A outra parte é utilizada para o cultivo de soja. Mas, estas duas atividades têm um ponto em comum: São latifundios, nunca pequenas propriedades. Além disso, estas grandes propriedades, geralmente, são resultado de terras públicas griladas.

Este tipo de produção agropecuária costuma seguir certos passos. O primeiro deles, consiste em derrubar a mata. Depois, a madeira nobre é vendida, frequentemente, de forma ilegal. Por fim, o restante é queimado. E as cinzas são usadas como biomassa para fertilização da terra pré-plantio. Com isso, consegue-se 3 safras. Até que a produtividade da terra seja esgotada. Assim, o ciclo se reinicia: Precisam desmatar e destruir novamente.

Isso ocorre porquê, sem a devida nutrição do solo, a produtividade cai a cada safra. Até que em um determinado momento, já não se desenvolve mais nada nesta terra. Então, visando lucros, a um suposto custo zero, os fazendeiros desmatam novamente. Dessa forma, acreditam que além da adubação, ainda ampliam suas áreas de plantio.

Contudo, a agricultura exige tratamento e nutrição do solo. No entanto, os preços dos fertilizantes para tratar a terra são exorbitantes. Visto que, estes nutrientes são vendidos em dólar e, negociados no mercado internacional. Por isso, para minimizar gastos e aumentar os lucros, os produtores rurais acabam por optar pela prática do desmatamento. 

Qual a finalidade da monocultura da soja?

A soja é o principal produto agrícola brasileiro. Sendo que, atualmente, os ganhos conquistados pela soja correspondem a 2% de todo o PIB. Isto sem mencionar que a área de cultivo quadruplicou nos últimos vinte anos, totalizando 340 mil km². Ou seja, planta-se uma área correspondente ao tamanho da Alemanha, apenas de soja. Grão que por sua vez, é o “boom” do agronegócio. A última safra, por exemplo, rendeu 125 milhões de toneladas. Cifras estas que, colocam o Brasil como o segundo maior produtor de soja no mundo. Sendo o país responsável por 32% da produção mundial.

Nos campos de soja transgênica, são quilômetros de lavoura e nada de mata. Os impactos ambientais são incomensuráveis.

De fato, os números são impressionantes! Por este motivo, é comum ouvir que o agronegócio brasileiro produz alimentos para o mundo. Apesar disso, esta frase não reflete a verdade, quando falamos de soja. Ao contrário do que tentam fazer pensar, o principal destino da soja, cerca de 87% da produção mundial,  vai para ração animal. Outros 6%, são usados na produção de biodiesel e apenas 7% é realmente convertido em alimento para a população.

Por esta e por outras, os problemas envolvendo o cultivo de soja são muitos. Portanto, a lista é longa e inclui o desmatamento. E, por isso, o avanço das lavouras de soja preocupa ambientalistas de todos os lugares. Até mesmo porque o tipo de cultivo sempre visando aumentar a produtividade, traz outros efeitos como:

  • o uso nocivo de agrotóxicos
  • o plantio de variedades transgênicas

Estes fatores dificultam ainda mais a recuperação do solo e o reequilíbrio do ecossistema.

No que implica o cultivo da soja transgênica?

Ainda que houvesse comprometimento dos sojicultores com o meio ambiente, o grande desafio seria desenvolver esta cultura sem perder a diversidade natural.  Porém, a produtividade apresentada por sementes geneticamente modificadas, faz com que mais de 95% da colheita seja de variedades transgênicas.

Nesse ínterim, além do desmatamento e queimadas, há  impactos ambientais mais graves causados pelo cultivo de transgênicos. Entre eles podemos listar:

  • a diminuição da biodiversidade;
  • a contaminação genética (cruzamento descontrolado de transgênicos com plantas convencionais);
  • o surgimento de superpragas (resistentes a herbicidas),
  • o desaparecimento de espécies;
  • o aumento da utilização de herbicidas;
  • impacto social, uma vez que essas plantas exigem pouca mão de obra ao servirem apenas à produção industrial.

E a lista de desvantagens, não pára por aí. Ao passo que o cultivo desses grãos e outros alimentos geneticamente modificados aumenta, estudos indicam os impactos negativos à saúde humana. O que se sabe, por enquanto, é que os transgênicos causam aumento dos casos de alergia, principalmente entre crianças. Como também causam aumento da resistência a antibióticos.

Há também estudos, que ralacionam o uso de alimentos transgênicos com a toxicidade animal. Em outras palavras, o consumo da carne destes animais apontam vários riscos à saúde humana. Uma vez que alimentos geneticamente modificados podem afetar negativamente vários órgãos e sistemas. Foram observados, durante algumas pesquisas, efeitos tóxicos comuns no seguintes sistemas e órgãos:

  • hepáticos,
  • pancreáticos,
  • renais
  • reprodutivos
  • e podem ainda alterar os parâmetros hematológicos, bioquímicos e imunológicos.

Como a pecuária está ligada ao cultivo da soja transgênica?

O aumento global do consumo de carne está impulsionando a demanda por soja, para produção de ração. Consequentemente, as florestas estão sendo devastadas para dar espaço para mais cultivo. Isto tanto da pecuária, quanto da soja.

o manejo do gado compacta o solo e o torna mais propenso à erosões, também matam olhos d'água e assoreiam córregos e nascentes
Dentre as atividades do agronegócio, a agropecuária é campeã em impactos ambientais: contaminam o ar, agua e destroem florestas.

Uma vez que o  lucro é o objetivo principal do agronegócio, fica em segundo plano a observação dos impactos ambientais. Dessa forma, assistimos o desenvolvimento de uma agropecuária extrativista e imediatista.

Embora haja uma diversidade de tecnologias para gerir o agronegócio de forma sustentável, ainda são preferidas as formas primitivas de manejo. Infelizmente, muitos dos grandes produtores ainda desmatam, queimam e desperdiçam.

De maneira insana, preferem pagar multas pesadas, ao invés de investir na adequação ambientalmente correta.

Um exemplo da viabilidade e lucratividade de fazer o certo é a Alemanha. Neste país é feito o aproveitamento de toda a matéria orgânica produzida por rebanhos e lavouras. Que são utilizados para alimentar biodigestores. Esta tecnologia, além de gerar energia térmica e elétrica, produz também biofertilizantes.

Por sua vez, os Biofertilizantes são centenas de vezes mais potentes para a nutrição do solo, do que fertilizantes químicos. Como resultado, o emprego dos biofertilizantes garante uma produtividade muito maior por metro quadrado de lavoura. Além de evitar que os dejetos dos rebanhos bovinos venham a contaminar o ar, solo e águas. Tudo isso com custo baixo e grandes resultados.

Consequentemente, os administradores do agronegócio brasileiro, precisam repensar o conceito de modernidade para produtividade. Não podemos mais consentir a conversão de áreas de ecossistemas ricos em biodiversidade em monocultura de soja, ou mesmo em pastagens. Inclusive porque, a tendência a médio e longo prazo, é a desertificação de regiões inteiras. Haja visto que, sem as florestas, a umidade do ar fica escassa. E, sem a cobertura original do solo, este se empobrece rapidamente.

Na atual conjuntura não dá para aceitar meios de produção que visem somente o ganho imediato. Pois, mais importante que o agora, é o amanhã que construímos hoje! Ademais, nem começamos a falar das consequências do agronegócio sobre o aquecimento global!

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