QUAL O MELHOR SUBSTRATO PARA UM BIODIGESTOR?

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O tipo de substrato utilizado nos biodigestores, faz toda a diferença. A saber, quais os tipos de resíduos podem alimentar um biodigestor automatizado? Entenda melhor sobre o assunto.

Muito se fala em substratos, quando mencionamos biodigestores. Mas o que é substrato de fato, neste contexto?

Ao falarmos de substrato para biodigestores, estamos nos referindo à matéria orgânica que servirá de “alimento” para os processos de geração de biogás, energia e biofertilizantes. Em outras plavras, um biodigestor funciona a partir da decomposição anaeróbia da matéria orgânica, transformando-a em biogás, por exemplo. Nesse sentido, os substratos podem ser, restos alimentares, silagens, esterco, biomassa, dentres outros materiais orgânicos.

Portanto, a venda dos produtos gerados pelos biodigestores, bem como o tratamento de resíduos orgânicos que eles promovem, podem gerar lucros substanciais. Tendo em vista que, estes produtos: biogás, energia térmica e elétrica e, os biofertilizantes têm excelente inserção em diferentes mercados. Como é o caso dos biofertilizantes, que podem ser utilizados no agronegócio. 

Como identificar o melhor substrato para um biodigestor automatizado?

Biodigestor é um conjunto de escolhas assertivas

A decisão a cerca dos substratos a serem usados em seu biodigestor, ou mesmo qual biodigestor utilizará em seu projeto, depedem de uma série de questões técnicas. As quais devem ser analisadas com cautela. Acontece que, se você visar apenas o lucro, provavelmente, fará escolhas erradas. Possivelmente selecionará um modelo de biodigestor , ou ainda, substratos inadequados. Para tanto, biodigestores precisam ser avaliados econômica, técnica e ambientalmente. Uma vez que, alguns fatores são decisivos para que eles tornem-se viáveis e funcionem corretamente. Sendo a identificação do substrato, uma delas! 

Dessa forma, esse assunto diz respeito a todos que se interessem pela área de biogás. Não apenas ao empreendedor e aos donos de projetos. Mas também, a consultores, pessoas especializadas, investidores… Enfim, pessoas que queiram evitar erros e prejuízos.

A escolha do substrato correto para seu biodigestor, bem como outras questões técnicas, são essenciais para o sucesso de seu projeto.

Quais resíduos podem alimentar um biodigestor automatizado?

Todo resíduo orgânico pode ser depositado no biodigestor. Desde, dejetos de suínos, bovinos, caprinos, a resíduos de CEASA, restos de comidas, resíduos provenientes de atividades domésticas (cozinha), cana de açúcar, milho, dentre outros. A ressalva a ser feita refere-se às condições em que esses resíduos chegarão ao biodigestor.

A depender do tipo de material, é indicado que, antes de ser encaminhado para os tanques do biodigestor, ele passe por um processo chamado de granulometria. Posto que, a granulometria é um estudo que determina as porcentagens de ocorrência das partículas e suas características físicas. Assim, neste processo, o substrato é qualificado e, sua granulometria padronizada ou devidamente corrigida. Possibilitando um melhor funcionamento do biodigestor. 

A qualificação do substrato, bem como, a qualidade da matéria orgânica que o compõe, são essenciais para o bom funcionamento de seu biodigestor.

Aprenda as estratégias necessárias para ser um líder no ramo de biogás.

Quando se trata de biodigestores alimentados com dejetos, citando uma das possibilidades. É importante que estes substratos não tenham presença de areia ou outros resíduos agregados. Isso porquê, apenas a matéria orgânica será decomposta. Portanto, o acúmulo de areia, por exemplo, pode vir a obstruir as tubulações do biodigestor. O que acabaría por interromper os fluxos de abastecimento e de descarga. Por esse motivo, o cuidado com a forma como os resíduos ou dejetos serão depositados, influenciará diretamente no funcionamento do biodigestor.

Quanto de biogás um substrato pode gerar?

O volume de biogás gerado está intimamente relacionado com a quantidade e a qualidade do substrato empregado. Por isso, tudo que envolve biodigestores precisa ser calculado de acordo com o que se pretende obter com o seu funcionamento. Considerando que existem substratos energeticamente mais ricos do que outros. Ou mesmo, é possível que até substratos semelhantes, decompostos pelo mesmo modelo de biodigestor, produzam quantidades distintas de biogás. Isso acontece pois, o estado físico destes materiais (presença de água, granulometria, adição de outros materiais) reflete diretamente na sua decomposição. E, consequentemente, na produção do biogás.

Além disso, existe ainda a possibilidade de mistura de substratos. Visto que, energeticamente, algumas misturas são mais ricas do que outras. Dessa maneira, a junção destes materiais pode fazer com que a produção de biogás seja intensificada, acelerada e simplificada. 

A produção de biogás é diretamente proporcional ao estado físico em que se encontra a biomassa.

Consequentemente, a quantidade de biogás gerada por um substrato depende diretamente das condições físicas na qual ele se encontra. E também, da maneira em que este substrato foi depositado no biodigestor.

Já vimos que a qualidade do substrato, impacta diretamente na quantidade de biogás que pode ser gerada. Ademais, é essencial identificar também se a matéria orgânica já passou por algum outro processo de biodigestão. Uma vez que, se este material já tiver passado por este processo, apresentará menor potencial de geração de biogás. 

Por este motivo a análise laboratorial dos materiais se faz tão importante. Visto que, só com ela você saberá exatamente quanto de biogás o substrato vai gerar.

Vídeo completo em :

Artigo elaborado pela Colunista do Portal do Biogás, Kyanne Kedna.

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